União entre ensino de Química e streaming vira tema de TCC

A era da conexão instantânea e acessível possibilitou Jarbas Narciso Oliveira, aluno de Química da EAD UNITAU, a unir, em seu TCC, redes de streaming ao ensino da disciplina. A pesquisa, As mídias digitais cinematográficas no ensino de ciências da natureza, aborda maneiras e os benefícios de incluir séries e filmes na sala de aula e ampliar, assim, o aprendizado.

Motivação

A partir da observação de que alunos estão sempre conectados a aparelhos móveis e têm acesso fácil ao streaming, Jarbas teve a ideia de transformar essa grande acessibilidade em uma vantagem para as escolas. “Isso me motivou, ver o tempo que eles ficam vendo essas séries e filmes e como eu poderia usar isso de maneira positiva, de maneira a torná-los receptores ativos das informações”, explica o estudante.

Apesar de já existirem trabalhos que abordam o assunto, o pesquisador acredita que, agora, esse estudo pode contribuir ainda mais com as aulas de Química. “Meu trabalho é para tirar a obrigação e mostrar ao aluno o prazer de estudar. A importância da mídia é incluí-lo, trazê-lo para dentro da matéria”, justifica Jarbas.

Desenvolvimento

Para começar, o estudante reuniu filmes e séries que retratam temas importantes no ensino de Química. “O desenvolvimento foi baseado em conhecer, registrar os conhecimentos científicos associados àquela série e, a partir disso, formular como eu poderia abordar isso dentro de sala de aula”, conta. “Elenquei os temas e os conteúdos dentro do filme ou da série. Então, quando eu fazia essa orientação dentro do meu trabalho, a proposta era que fosse uma atividade direcionada”.

Aplicação

Jarbas comenta que não pôde testar sua pesquisa ainda porque precisa de autorização, no entanto, pretende levar o projeto adiante e, devidamente autorizado, aplicar em instituições. “Eu já trabalho há quase 10 anos em sala de aula com o ensino da Química para ensino médio, dificilmente a escola tem essa abertura para fazer esse tipo de trabalho, não tem muita credibilidade”, comenta.

Muitas vezes, existe a dúvida se o professor consegue administrar o uso de mídias e o aprendizado ao mesmo tempo. “Pretendo trazer esse desafio para a sala de aula. É uma pesquisa que vai estar sempre incompleta, porque sempre surgem novos filmes e séries, baseados em novas teorias científicas, então é um trabalho constante. É algo que eu realmente pretendo aplicar”, conclui.

 

Marina Lima

Assessoria de Comunicação – EPTS/UNITA