Origem do Dia Internacional da Mulher

O dia 8 de março foi instituído como o Dia Internacional da Mulher, no ano 1975, pela Organização das Nações Unidas (ONU). Celebrar a data está além de parabenizar as mulheres, pois é um momento de lembrar de todas as suas conquistas e realizações.

Origem

As mulheres já buscavam por seus direitos desde o século XX. Em 26 de fevereiro de 1909, aproximadamente, 15 mil trabalhadoras foram às ruas de Nova York, para exigir melhores condições de trabalho. Naquela época, a jornada de trabalho das mulheres podia chegar a 16 horas, em seis dias da semana.

Na Alemanha, em 11 de agosto de 1910, Clara Zetkin fez uma proposta à Internacional Socialista, para que houvesse um momento sindical socialista dedicado às mulheres. Seu objetivo, com a proposta, era conquistar uma jornada anual de manifestações das mulheres, pela igualdade de direitos. A primeira manifestação do Dia das Mulheres aconteceu, oficialmente, em 19 de março de 1911.

Em 1913, diversas mulheres, nos Estados Unidos da América, protestaram pelo direito ao voto. No ano de 1917, na Rússia, um grupo de operárias saiu às ruas, para manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial. O movimento foi o pontapé inicial para a Revolução Russa.

Segundo o antigo calendário russo, o protesto aconteceu em 23 de fevereiro. No entanto, no calendário gregoriano, era o dia 8 de março. A data foi então oficializada pela ONU, em 1975, como o Ano Internacional da Mulher, para lembrar suas conquistas políticas e sociais.

No Brasil

Em 1934, as mulheres adquiriram o direito ao voto. No ano de 1978, aconteceu o Congresso da Mulher Metalúrgica, momento em que as mulheres intensificaram a luta por creches, direitos trabalhistas, salários iguais aos dos homens, serviços como educação e saúde, e de atendimento a vítimas de violência.

Em 1985, foi implantada a primeira Delegacia da Mulher, em São Paulo. Em 1990, o número de ONGs e serviços de atendimento da mulher teve um crescimento significativo. Em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha (LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006), criada para combater a violência doméstica contra a mulher no Brasil.

Hoje em dia, é possível observar que as transformações domésticas e internacionais são propulsoras de avanços significativos em diversas áreas, dentre elas a do combate a violência e a de empoderamento econômico das mulheres. Contudo, muito ainda deve ser feito quanto às desigualdades de gênero e às desigualdades raciais, necessariamente no contexto da educação, do mercado de trabalho e renda, da exclusão e da violência.

Nathália Sobral 

Assessoria de Comunicação EPTS/UNITAU