Fake News na saúde. Saiba os riscos!

Não se pode falar a respeito de mídias sociais sem mencionar a grande onda de fake news, que a cada dia mais vem crescendo na grande rede. Notícias falsas são espalhadas a todo momento, e não é à toa que o assunto tem sido um dos mais discutidos hoje em dia.

Você certamente já se deparou com vídeos, postados em redes sociais, afirmando que os quadradinhos coloridos localizados debaixo das caixinhas de leite significam que o produto foi reprocessado, ou já recebeu mensagens por meio de aplicativos dizendo que água gelada causa câncer, infarto e até mesmo gordura no fígado. Saiba que essas informações espalhadas são falsas. Os quadradinhos coloridos apresentados nas caixas de leite são de controle da empresa fabricante da embalagem, e não têm ligação com o conteúdo oferecido dentro dela. Vale destacar também que o reprocessamento de leite (ou de qualquer outro produto) é proibido por legislação. Já a água gelada não é capaz de causar malefícios letais; as informações foram de certa forma deturpadas e confundidas com situações muito especiais relacionadas a casos graves de hipotermia. Assim que ingerida, a água logo de adapta à temperatura do corpo, por isso ela não chega ao organismo na mesma temperatura em que foi ingerida. E tem mais: os líquidos que consumimos sequer passam pelo fígado.

Esse tipo de informação pode parecer inofensivo. Todavia, quando se trata de assuntos que exigem mais seriedade, a fake news pode ser até fatal.

Segundo a coordenadora do curso de Ciências Biológicas do Ensino a Distância da Universidade de Taubaté, Maria Cristina Vasques, a proliferação de fake news na área da saúde pode causar danos extremos. “Um exemplo é o caso recente da febre amarela. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal seria que atualmente 80% da população brasileira tivessem tomado a vacina, porém apenas cerca de 55% foram vacinados. Segundo os especialistas, as fake news podem ter sido um dos fatores que influenciaram essa meta”, diz a professora. A maior parte dessa desinformação acontece por meio de rede sociais, o que possibilita um maior número de compartilhamento e de pessoas atingidas de maneira rápida. “Na minha opinião, as redes sociais permitem que as pessoas disseminem ideias próprias sem fundamento técnico e científico, e se um grande número de pessoas “compra” essas ideias, elas se espalham de forma extremamente veloz”, conta Maria Cristina.

 

O Combate à Fake News

A fim de combater as fake news, o Ministério da Saúde está disponibilizando um número de WhatsApp para que a população denuncie notícias virais e tendenciosas que serão apuradas pelas áreas técnicas, passando para a população respostas sobre a veracidade dessas informações. Poderão ser enviados vídeos, mensagem de texto e imagens recebidas via redes sociais para confirmação de procedência da informação, para que somente depois disso possam ser compartilhadas.

Para a Coordenadora Maria Cristina, a questão das fake news deve ser sempre abordada em sala de aula, pelos professores, para que os alunos desta nova geração, além de serem atentos e críticos ao divulgar informações nas redes sociais, também orientem seus familiares sobre como investigar em fontes seguras a veracidade ou não das notícias. “Investigar a notícia em fontes idôneas, como o site do Ministério da Saúde, os sites de Instituições de Ensino como as Universidades e fontes jornalísticas confiáveis. Sempre desconfiar das notícias em redes sociais e jamais compartilhá-las sem averiguar a sua veracidade”, finaliza.

 

Carolina Tavares

Assessoria de Comunicação EPTS