EAD UNITAU recebe Sueli Ramalho em celebração ao Setembro Surdo

Celebrando o Setembro Surdo, a EAD UNITAU recebeu, na última sexta-feira, 20, a Profa. Esp. Sueli Ramalho para um bate-papo sobre a importância da comunicação em Libras. No sábado, a professora voltou à sede para ministrar uma oficina específica para surdos.

Ícone na comunidade

A palestra foi aberta a ouvintes e surdos e contou com a presença de intérpretes voluntários de todo o Vale do Paraíba, além de professores e alunos da Universidade. Para ilustrar o conteúdo da conversa, a palestrante contou sua história de vida.

Filha e neta de surdos, Sueli foi criada em uma família que se comunicava com as mãos. À medida que crescia, foi conhecendo os problemas enfrentados pelos surdos e, devido ao ativismo na causa, acabou se tornando figura importante na comunidade. Em cada ação que realiza, ela busca sempre o mesmo objetivo. “Aceitação da pessoa surda como pessoa”, pontua.

Após anos de estudo, Sueli se tornou surda oralizada, nome dado aos surdos que fazem uso de linguagem oral para se comunicar. Hoje, ela fala, lê e escreve. Mas, nesse meio tempo, a comunicação com as mãos continuou: a professora consegue se comunicar com surdos de várias partes do mundo, já que teve contato com 32 línguas de sinais.

Acessibilidade

Um dos surdos da plateia, Ronaldo Silva, reconhece a relevância do evento para a visibilidade da comunidade e o incentivo ao aprendizado de Libras. “Quando temos ouvintes e não temos um surdo, as pessoas desconhecem a língua. É essencial o surdo mostrar que pode estar ali”, comenta. Ele ficou surdo devido a um acidente e conta que, no início, teve dificuldades para conseguir se comunicar. “Eu não conseguia me expressar, fazia alguns sinais. Tive que treinar o alfabeto e aprender a língua, é um aprendizado contínuo”.

Setembro Surdo

Setembro foi o mês escolhido para a celebração das conquistas dos surdos por causa da inauguração do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), em 26 de setembro de 1857. Antigo Setembro Azul, o nome foi recentemente alterado para que o mês não remeta à prevenção de doenças, como a maioria das cores designadas a outras campanhas.

 

Marina Lima

Assessoria de Comunicação – EPTS/UNITAU