Como a nova necessidade de consumo reflete no cenário do Agronegócio?

Hoje em dia, há diversos mitos e verdades em relação ao consumo de carne, bovina ou suína, e a outros produtos de origem animal, tais como leite, ovos, por exemplo.

Junto com o aumento dessas informações, entre mitos e verdades, cresce também o número de pessoas que deixam de consumir esses produtos em nome da saúde, do meio ambiente, ou até mesmo por questões ideológicas.

Informações a respeito da forma de consumo de produtos de origem animal e sobre os impactos ambientais que tal consumo causa surgem a todo momento. Entretanto, são poucas as divulgações sobre o posicionamento dos profissionais da agropecuária e áreas afins, responsáveis pela produção e comercialização dos produtos.

As questões ambientais entram, muitas vezes, como a principal causa da queda do consumo de alimentos produzidos pelo agronegócio, já que até a produção de grãos, como o arroz, o trigo, o milho, a soja, etc., é considerada de grande impacto no meio ambiente, por alguns desses movimentos.

Com o aumento de pessoas adeptas dos veganismo e do vegetarianismo, a discussão a respeito da agropecuária regenerativa é intensa. Para o Coordenador do curso de Agroecologia, João Carlos Nordi, essa questão vem ao encontro da sustentabilidade, independentemente dos hábitos alimentares das pessoas. “Mesmo os veganos não consumindo nenhum produto de origem animal, os dejetos do gado, em última instância, vêm auxiliar em muito o enriquecimento e a recuperação do solo, proporcionando a reciclagem de nutrientes e impactando positivamente na produção vegetal”, conta Nordi.

Embora o veganismo esteja gerando novas oportunidades de comércio, o agronegócio precisou se adaptar a essa nova maneira de consumo. Carlos Nordi explica que esses movimentos trazem reflexões sobre hábitos de consumo mais saudáveis, práticas de exercícios físicos, impulsionando a agricultura orgânica e estabelecendo o vínculo harmônico entre natureza e produção. Para ele, são novos tempos e novas visões.

Sabemos que em meio a tal cenário é importante que os novos profissionais da área prestes a entrar no mercado de trabalho saibam lidar com a nova necessidade de consumo. “O profissional dessa nova área de atuação deverá ter uma formação técnico-científica que o leve praticar, com sucesso, essa modalidade de produção”, afima Carlos Nordi.

O Coordenador do curso de Agroecologia ainda nos relata que é natural que o agronegócio tradicional resista às novas tendências propostas nos dias atuais; porém, a despeito de tal resistência, já existem grandes iniciativas no Brasil, em culturas extensivas, com drástica redução do uso de agrotóxico.

 

Carolina Tavares

Assessoria de Comunicação EPTS