Aluno de Educação Física é fundador e treinador de time de futebol amador

Uma conversa sobre racismo despertou em Carlos Campos a pretensão de montar um time de futebol composto por jogadores negros. Anos depois, ele usa as aulas de Educação Física da EAD UNITAU para treinar sua equipe em Liberdade/MG.

Reunião da equipe

Quando a #SomosTodosMacacos ocupava os trending topics no Twitter, Carlos e alguns amigos, todos negros, pensavam em formar um time de futebol amador. “A princípio, a ideia ficou só no papel. Em 2014, conseguimos reunir o time e batizamos de Negritude, uma mistura de negro com juventude”, relembra Carlos. “Começamos a fazer amistosos aqui na região. Eu dava alguns treinos de passe de bola, via que a galera tinha talento, mas não fundamento”.

Campeonatos

Com equipe formada e treinada, eles buscaram títulos. “Em 2015, disputamos o campeonato municipal e fomos campeões, tivemos uma derrota só. No ano seguinte, mesma coisa. Em 2017, fomos até a final, mas perdemos”, conta.

O amor pelo esporte foi tão grande que Carlos até ajudou a organizar um campeonato. “No início de 2018, eu reuni uns amigos da região que jogam e montei a Taça Integração”. E é claro que o Negritude participou. “Nosso time ganhou fama na região, temos uma grande torcida na cidade, mas ficamos em quarto lugar”.

O último campeonato disputado pela equipe foi em 2018, em nível municipal, mas o sucesso dos anos iniciais do time não se repetiu. “Esporte amador tem pouco apoio, então foi complicado. Algumas peças importantes tiveram que sair para trabalhar, acabamos em quarto lugar de novo”, lamenta o treinador.

Educação Física na EAD UNITAU

Carlos é formado em Ballet Clássico e procurou a EAD UNITAU para aperfeiçoar, além de seus treinos de futebol, as aulas de dança que ministra. “O curso me ajuda muito na minha área, porque trabalho com dança contemporânea na terceira idade”.

A flexibilidade da educação a distância foi fundamental para que o aluno continuasse a estudar. “Para mim, que já passei da fase universitária, trabalho e tenho filho, ia ser complicado fazer uma faculdade presencial, então está sendo ótimo”, pontua. “Tenho a possibilidade de estudar em casa, o conteúdo é fantástico e os professores são excelentes. A gente aprende a didática de como ser professor”, finaliza.

 

Marina Lima

Assessoria de Comunicação – EPTS/UNITAU